A tecnologia associada à economia de energia e recursos não é mais algo sofisticado e inatingível. Está ao alcance de qualquer um a custos bem razoáveis principalmente se atendermos ao fato de que, com a subseqüente redução obtida nos custos de água e eletricidade, ela se paga, em alguns casos, em poucos meses.
Água
Os principais fabricantes de metais sanitários têm investido na racionalização do consumo oferecendo produtos que gastam menos água sem prejudicar o seu desempenho e o conforto de seus usuários. É já muito comum a presença em seus catálogos de dispositivos como arejadores, reguladores e restritores de vazão em torneiras e chuveiros, torneiras automáticas e eletronicas e bacias sanitárias com caixa acoplada de duplo acionamento (3 ou 6 litros) por descarga. A opção por este tipo de equipamentos pode significar economias de até 75% no consumo (caso da caixa de dupla descarga) se comparados com produtos tradicionais.
Um dos grandes vilões do consumo de água nas residências é o vaso sanitário cujas descargas podem ser responsáveis por até 30 a 40% do total da conta mensal. A tecnologia de captação e aproveitamento da água da chuva hoje disponível pode simplesmente eliminar esse custo em boa parte do ano. Para além das descargas nos banheiros, as águas pluviais podem ser aproveitadas em torneiras de jardim. Se incluído no projeto da casa, o sistema é de muito simples execução e algumas empresas já disponibilizam sistemas prontos, fabricados no Brasil e a preços muito acessíveis.
Sites indicados:
PURA – site do Programa de Uso Racional da Água da Sabesp. Contém estudos comparativos entre produtos convencionais e produtos economizadores de água. Dá sugestões sobre produtos eficazes mencionando marcas e modelos.
Planeta Água – site da marca Docol dedicado ao consumo consciente. Apresenta alguns produtos próprios com bom desempenho.
Deca – Uso Racional da Água – site do fabricante que, em seu menu “uso racional da água”, divulga números de alguns casos de sucesso na troca de materiais convencionais por outros de consumo inteligente. Possibilita também ao visitante estudos de viabilidade econômica da implantação do programa Uso Racional da Água e aínda apresenta a sua linha de produtos economizadores.
Energia
A diminuição do consumo de energia é um dos objetivos centrais da sustentabilidade. Nos lares brasileiros o aquecimento elétrico de água, sistema utilizado pela maior parte da população, responde por 25% a 35% do gasto de eletricidade mensal, segundo dados do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) da Eletrobrás. O mesmo Programa estima que existam entre 25 e 27 milhões de chuveiros elétricos instalados no Brasil, 90% dos quais nas regiões sul e sudeste. Esses equipamentos, além de consumirem cerca de 6% de toda a eletricidade produzida no país (quase o dobro do gasto em iluminação pública), são responsáveis por aproximadamente 18% do pico de demanda do sistema elétrico nacional (entre as 18,00h e as 21,00h). Para combater esta situação diversos organismos públicos têm estimulado o recurso a painéis solares de aquecimento tendo mesmo a Prefeitura de São Paulo instituído a Lei nº 14.459, que tornará obrigatória a instalação destes equipamentos na cidade em várias tipologias de edificação. Também a CDHU declarou pretender utilizar energia solar em todas as suas novas unidades. A Caixa Econômica Federal, através de um Convênio de Cooperação com o Ministério das Minas e Energia (MME)/Eletrobrás e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) promove uma ação conjunta de fomento à adoção desta tecnologia em projetos populares.
A popularização da tecnologia criou um enorme crescimento no mercado - de 30% a 50% ao ano – e hoje dezenas de empresas disputam o consumidor, também atraídas pela isenção de IPI e de ICMS. Em algumas grandes redes de material de construção são vendidos kits a preços atrativos e financiados a ser instalados pelo utilizador.
Comprometida com a arquitetura sustentável a Ecohabitar recomenda a utilização desta tecnologia em todos os seus projetos. Os aquecedores solares são equipamentos que reduzem significativamente os consumos de energia elétrica dos usuários de água quente. Um aquecedor solar bem dimensionado supre com facilidade mais de 70% das necessidades de água quente dos consumidores sendo que os outros 30% podem ser supridos com tecnologias convencionais como aquecedores a gás.
Sites indicados:
Canal da Energia – portal de eficiência energética da CPFL. Contém dicas sobre consumo e utilização consciente.
PROCEL - site do programa nacional de conservação de energia elétrica da Eletrobrás.
DASOL - site do departamento de aquecimento solar da Abrava. Tem links para os sites de fabricantes de aquecedores solares seus associados.
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